quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Grêmio joga bem, mas perde

Na partida de ontem a noite, o tricolor cometeu um dos únicos pecados capitais que não se pode cometer no futebol: jogar para não perder. A famosa frase do futebol já diz: "O medo de perder tira a vontade de ganhar". E foi o que aconteceu na temida Vila Belmiro, ontem a noite, em Santos.

Jogando com três zagueiro e três volantes, o Grêmio até teve várias chances de matar o jogo e voltar praticamente classificado para casa. Perdeu, ao menos, três chances claras de gol, com Kleber e Barcos. 

No final do jogo, Gabriel, o Gabigol, de 16 anos, fez o gol santista. A bola pune, e foi o que aconteceu. O Grêmio perdeu a oportunidade de voltar classificado, e o Santos, que não tem nada a ver com isso, leva a vantagem para Porto Alegre, podendo empatar o perder fazendo gols.

Não seria uma oportunidade para Renato tirar um dos volantes e colocar Maxi Rodrigues ou Guilherme Biteco?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quem é o favorito?

O fator local pode ser favorável ao Grêmio. Por outro lado, os desfalques preocupam. Mas vamos colocar outros fatos na mesa.

Renato Portaluppi ainda não achou o time ideal, mas o esquema, para ele, parece perfeito. Desde que chegou no Grêmio, suas formações não mudam: 4-3-1-2, com um losango no meio. O problema é que as peças que o técnico tem para formar o time não possuem as características pedidas pelo esquema: Zé Roberto é armador, não volante, assim como Elano não é armador, é terceiro homem de meio campo. Barcos não vem bem a muito tempo, o que prejudica ainda mais o trabalho. No jogo contra o Corinthians, o argentino jogou muito fora da área. Elano deu amostras de que está melhorando fisicamente, aguentou os 90 minutos - não plenamente, mas estava lá - e pode ser o diferencial do time gremista. Vargas está lesionado, e pode dar espaço ao uruguaio Maxi Rodriguez, que é muito bom jogador. Se Renato mudar o esquema, colocar Elano e Maxi lado a lado (ou até mesmo Guilherme Biteco, que parece ser a primeira opção para substituir Zé Roberto), o Grêmio terá um time muito perigoso. Além disso, as peças que o Grêmio dispõem para a reserva são muito boas, o que poderia sustentar o esquema até o fim do campeonato. Outra coisa que aponta a favor do Grêmio é o fator local, como já foi dito aqui.

No lado vermelho, Dunga tem muitas opções para escalar o time. Índio, Ronaldo Alves e Juan disputam duas vagas na zaga, Kleber e Fabrício, que disputa posição meio, são os laterais esquerdos disponíveis. Para o meio, os volantes devem ser Josimar e Williams. Para os armadores, a fartura é grande: D'Alessandro, Alex, Jorge Henrique e Alan Patrick. Fabrício pode compor o meio com um losango, formação constantemente usada por Dunga. Para o ataque, Forlán, Caio, Jorge Henrique, Leandro Damião, Scocco e Rafael Moura são as opções. Conta a favor do time colorado os últimos jogos, em que o Inter tem atuado muito melhor que o Grêmio, pois tem um sistema de jogo definido e um jogador que toma as rédeas do jogo a hora que quer: D'Alessandro. As peças que o técnico Dunga possui estão mais encaixadas no esquema do técnico colorado, além de elas serem, na minha opinião, melhores. Esses são os fatores que contam a favor do Internacional. 

Mas nem sempre o favoritismo é o que se vê em Gre-nais. As vezes, um dos times que esteja numa fase ruim, com uma vitória no clássico arruma a casa e passa a crise para o outro lado. Isso é o que vamos ver domingo, as 18:30, na Arena Gremista.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A semana Gre-Nal pega fogo!

A semana Gre-Nal começou movimentada e com dor de cabeça para os dois comandantes. Pelo lado do Inter, a preocupação com a derrota para o lanterna do campeonato, Náutico, por 3x0. Neste jogo, Dunga teve que preservar Leandro Damião, com dores musculares, e não pode contar com D'Alessandro, suspenso. Concordo com quem disse, antes de D'Ale provocar o terceiro cartão no jogo contra o São Paulo, que os três pontos do jogo contra o Náutico são os mesmos pontos que os do jogo contra o Grêmio, portanto, achei a atitude do capitão colorado impensada. Com o argentino, mesmo sem Damião, o Inter teria vencido com certa facilidade o ex-lanterna. Mas desse jogo deu para tirar vários proveitos: Jorge Henrique também fará muita falta quando estiver suspenso ou lesionado nesse campeonato. Jogador polivalente, jogou na posição que era de Fabrício, no losango pela ponta esquerda, e foi o jogador mais lúcido do time. Alan Patrick foi bem, mas precisa se readaptar ao futebol brasileiro, tendo em vista que recém voltou do futebol ucraniano. Foi dos pés dele que surgiu o principal lance do primeiro tempo, um passe primoroso para Rafael Moura (que mais uma vez foi péssimo), que não conseguiu concluir. Willians foi destaque no primeiro tempo, Josimar foi bem, Ednei foi perigoso pela direita, Kleber correu mais do que o normal pela esquerda, mas em jogadas infantis e de pura falta de atenção, o colorado sofreu a goleada.
Porém, em jogo treino hoje contra o Cerâmica, de Gravataí, o Internacional venceu por 6x0, com participações de Alex e Scocco, as mais novas contratações. Alan Patrick fez dois gols e foi destaque da partida. Caio também foi as redes duas vezes. Vitor Júnior e Romário, esse de falta, fecharam o placar. Vários jogadores da base receberam oportunidades também, como o zagueiro Alef, o lateral direito Claudio Winck, o esquerdo Arthur e o meia Alex, da sub-23.

A dor de cabeça do técnico gremista é ter várias opções de jogadores bons para escalar em um clássico. Não é permitido erros. Rodolfo está a disposição, mas Bressan, que tem ido bem, sai do time assim tão facilmente? No meio, Matheus Biteco volta, Riveros tem plenas condições, Souza está recuperado. Renato tem de escolher entre esses, mais Ramiro, Adriano, Zé Roberto, Maxi Rodriguez, Elano e Guilherme Biteco para montar o meio campo. A rapadura está doce e está mole. No ataque, Vargas e Kleber disputam para uma vaga para formar dupla com Barcos. Na minha opinião, deveriam jogar os dois. Mas antes de tudo isso, o Tricolor tem pela frente o perigoso Corinthians, que também tem um bom grupo, e tem um craque no reservado, Tite. Paulinho saiu, mas Guilherme está dando conta do recado. Pato, Guerrero, Emerson Sheik, Romarinho, Renato Augusto, Danilo e Douglas, são as opções para a frente. 

Conta a favor dos gremistas o fator local, a possibilidade de jogar com torcida única e o bom momento, graças a boa vitória sobre o Fluminense, agora de seu ex treinador, Luxemburgo. A favor do Inter, a volta de D'Alessandro é o que mais anima os colorados, além da possibilidade das estreias de Alex e Scocco. 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Série: Histórias do Futebol - Oreco, ex Lateral-Esquerdo do Internacional

Hoje vou começar uma série que irá contar algumas histórias de jogadores que passaram pelo Rio Grande do Sul, histórias curiosas com relação a outros clubes de futebol e etc. Vamos começar pelo melhor lateral esquerdo que já usou a camiseta do Internacional = Valdemar Rodrigues Martins, o Oreco.

Grande símbolo do Internacional nos anos 50, Oreco nasceu em Santa Maria no dia 13 de Junho de 1932., e é considerado um dos melhores jogadores que já vestiram a camiseta do Internacional, e como já foi dito, obviamente, um dos melhores laterais esquerdos que por aqui passaram.

Pelo colorado, conquistou 5 campeonatos gaúchos (1950, 1951, 1952, 1953 e 1955). Conquistou também, em 1956, o Pan-Americano pela seleção brasileira, ao lado de outros 10 companheiros de Internacional. 




domingo, 14 de julho de 2013

Como Portaluppi monta o Grêmio e como Dunga se desdobra para montar o Inter

Como Renato tem bem mais opções que Dunga, fica mais fácil de ele mostrar a sua cara no time. Ficou claro para mim que ele prefere o 4-4-2 com um losango no meio, o que me parece um meio de campo mais equilibrado. No jogo contra o Atlético-PR, na reestreia de Portaluppi no comando técnico, o meio teve Adriano centralizado, Souza pela direita, Guilherme Biteco pela esquerda e Zé Roberto como armador. Mesmo com o empate, o comandante mantém o esquema, dessa vez com Matheus Biteco como primeiro volante, Souza pela direita, Zé Roberto pela esquerda e Elano como armador. São alternativas interessantes criadas por Renato. Eu não montaria o meio assim, mas pode dar certo, sem a menor dúvida. Só acho que o Matheus deveria jogar pela esquerda, colocando outro jogador como primeiro volante (Adriano ou Ramiro), pois este Biteco tem muita qualidade com a bola nos pés, sabe jogar como se fosse um jogador experiente, nem parece ter apenas 17 anos. Hoje a tarde, contra o Botafogo, Portaluppi poderá mostrar um time mais a vontade em campo, com muita entrega e com varias opções para reposição, casa se faça necessário. Repito, o Grêmio tem muitas chances de ser campeão brasileiro, pois tem um dos melhores grupos dos times que estão disputando essa competição. Enquanto alguns clubes procuram um substituto para cada posição, o Grêmio já tem 3 reservas para duas posições no mínimo em seu grupo. E continua a cata de reforços.

Agora, vamos falar de Inter.
Dunga, domingo passado, teve que se desdobrar para montar um losango parecido com o de Renato no Grêmio. Aírton foi o primeiro volante, Josimar jogou pela direita, Fabrício pela esquerda e D'Alessandro foi o armador. O time foi bem, mas a defesa foi lenta de mais e atrapalhou inúmeras vezes. São dois bons zagueiros (Índio e Juan), mas devido a idade e a condição física dos dois, não é recomendado que os dois joguem juntos. Mesmo assim, Dunga aposta na sequência. Pode ter dado certo, com as duas vitórias, mas não significa que contra o América na quarta e contra o Flamengo no domingo o raio cairá no mesmo lugar. Como já foi dito anteriormente, o técnico colorado tem bem menos opções que o gremista, mas vem se mostrando um grande treinador quando o assunto é a estratégia. Ontem, na expoente vitória sobre o Fluminense fora de casa, foi mais um quebra-cabeça. Mesmo com oito desfalques, o Inter foi a frente: Muriel; Gabriel, Índio, Juan e Kléber; Josimar, Fabrício, Jorge Henrique. D'Alessandro e Forlán; Rafael Moura; Josimar e Fabrício jogaram em linha, com D'Ale centralizado, Jorge Henrique pela direita e Forlán pela esquerda. Foi um 4-5-1. 

Assim segue o campeonato: O Grêmio com mais opções e o Inter tendo que se desdobrar para achar reforços dentro do vestiário.

sábado, 29 de junho de 2013

Luxemburgo e as Convicções


Convicção número 1: Era consenso entre a diretoria gremista, de Paulo Odone, no ano passado, que Vanderlei Luxemburgo, ex péssimo jogador de futebol (foi, inclusive, lateral esquerdo do Internacional nos anos 70. Era pior que o Hidalgo, mas enfim...), era um treinador mais do que confiável para tirar o Grêmio da situação em que se encontrava. Pelo seu currículo, multicampeão brasileiro, e pelo conhecimento que mostrava em campeonatos longos, de pontos corridos, a torcida criou uma expectativa muito grande. Não foi longe no Gauchão, parou na semifinal na Copa do Brasil, mas foi bem no Brasileiro, classificando o time para a Libertadores.

Convicção número 2: O salário alto e o contrato longo. Esse dois fatores foram muito importantes para a campanha ruim do Grêmio este ano. Luxa entrou numa espécie de "zona de conforto" (Amém Fernandão, essa expressão nos acompanhará até a morte) e achou que poderia mandar e desmandar no vestiário, pois dificilmente a direção o demitiria, pela multa rescisória alta e pela falta de nomes de qualidade no mercado.

Convicção número 3: Luxemburgo realmente manda e desmanda dentro do vestiário. Durante o seu "mandato", criou várias intrigas dentro do mesmo: no início da Libertadores desse ano, ao ser perguntado se, no jogo contra o Huachipato, Fernando fez muita falta ao meio campo e a Adriano foi mal, ele disse que não viu o ex santista mal, e sim Souza, e fez mais críticas ao jogador. Recentemente, disse que Zé Roberto e Elano não eram mais garotos, e que ia revezar os dois. Atitude muito coerente, mas era desnecessário externar isso para a imprensa. Além do mais, Elano tem 32 anos, mesma idade de D'Alessandro, e o argentino corre muito, e aguenta 90 minutos em campo. Elano esta morto na metade do primeiro tempo. Isso é problema de preparação física, não de idade.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Jogo de iguais

Hoje tivemos um dos principais jogos dessa competição, Espanha x Itália. Muitos esperavam uma larga vitória da fúria, mas não foi o que se viu. A Itália foi muito forte na marcação e rápida no contra ataque, e só não ganhou por pura falta de sorte. Aliás, falta de sorte tiveram os dois times, pois perderam chances incríveis de matar o jogo. 
Mas o foco desse post é justamente o que título quer dizer. A incrível Espanha fez contra a nada temida Itália um jogo de iguais. Brasil e Uruguai foi a mesma coisa. Tá certo que a vitória foi verde e amarela, mas o jogo foi extremamente parelho, os dois times estiveram perto da vitória. 
O que eu quero dizer é que o time brasileiro não perde em nada para o espanhol. O que se viu em campo hoje não foi nada mais que um time comum, como qualquer outro que entrou nessa competição (exceto Taiti, lógico). Ou seja, o Brasil é mais do que candidato a ganhar o título. Não existe mais bobo no futebol.