Convicção número 1: Era consenso entre a diretoria gremista, de Paulo Odone, no ano passado, que Vanderlei Luxemburgo, ex péssimo jogador de futebol (foi, inclusive, lateral esquerdo do Internacional nos anos 70. Era pior que o Hidalgo, mas enfim...), era um treinador mais do que confiável para tirar o Grêmio da situação em que se encontrava. Pelo seu currículo, multicampeão brasileiro, e pelo conhecimento que mostrava em campeonatos longos, de pontos corridos, a torcida criou uma expectativa muito grande. Não foi longe no Gauchão, parou na semifinal na Copa do Brasil, mas foi bem no Brasileiro, classificando o time para a Libertadores.
Convicção número 2: O salário alto e o contrato longo. Esse dois fatores foram muito importantes para a campanha ruim do Grêmio este ano. Luxa entrou numa espécie de "zona de conforto" (Amém Fernandão, essa expressão nos acompanhará até a morte) e achou que poderia mandar e desmandar no vestiário, pois dificilmente a direção o demitiria, pela multa rescisória alta e pela falta de nomes de qualidade no mercado.
Convicção número 3: Luxemburgo realmente manda e desmanda dentro do vestiário. Durante o seu "mandato", criou várias intrigas dentro do mesmo: no início da Libertadores desse ano, ao ser perguntado se, no jogo contra o Huachipato, Fernando fez muita falta ao meio campo e a Adriano foi mal, ele disse que não viu o ex santista mal, e sim Souza, e fez mais críticas ao jogador. Recentemente, disse que Zé Roberto e Elano não eram mais garotos, e que ia revezar os dois. Atitude muito coerente, mas era desnecessário externar isso para a imprensa. Além do mais, Elano tem 32 anos, mesma idade de D'Alessandro, e o argentino corre muito, e aguenta 90 minutos em campo. Elano esta morto na metade do primeiro tempo. Isso é problema de preparação física, não de idade.